De acordo com dados do Sebrae, 27% do PIB do país é gerado pelas micro e pequenas empresas. E esse número só tende a aumentar nos próximos anos. Tal informação, no entanto, alegra o mercado e assusta as microempresas existentes, pois mostra uma procura maior do público por esse tipo de negócio além de gerar ainda mais concorrência.

Quem não tem tanto a temer são as microempresas bem geridas e bem estruturadas, pois utilizam as melhores práticas e ferramentas disponíveis no mercado a favor da gestão e organização do negócio. Se este não é o seu caso, não se preocupe! Vamos listar para você as melhores práticas para auxiliar na gestão da sua empresa, a fim de obter lucro e bons resultados.

As principais práticas de gestão para Microempresas

Antes de começar, é importante saber em que fase você está? Se está iniciando ou já está no ramo há algum tempo? Essas perguntas são cruciais para saber que práticas são mais adequadas ao seu negócio. Mas muita calma nesta hora! Vamos pincelar as melhores práticas conforme o grau das microempresas. Confira!

Para quem estiver iniciando

Você precisa definir bem sua estratégia antes de pôr seus produtos ou serviços no mercado acirrado das micro e pequenas empresas. Assim, use o método do funil de vendas, ou seja, prospecte clientes e foque em vendas antes de qualquer coisa.

Veja boas práticas para impulsionar o seu negócio:

  • Design Thinking

Desenvolva seu produto ou serviço de acordo com as necessidades do consumidor. Use os elementos a sua volta para inspirar na criação de todo o conceito da marca. Por ser uma ferramenta de inovação, é também indicada a quem já está no mercado há algum tempo, mas ainda não conseguiu se destacar. A dinâmica usada neste método é: descobrir a necessidade do consumidor, definir as ações e produtos, desenvolver e entregar.

  • Definição de metas para pequenas e médias empresas

As metas precisam ser bem definidas para alcançar de forma rápida e eficaz os resultados almejados. Por isso, tem que ter disciplina ao seguir os passos traçados ao definir as metas de sua empresa. Envolva toda equipe nesse processo. Lembre-se de definir, inclusive, os objetivos e os indicadores para alcançar cada meta. Essa prática pode ser reutilizada sempre que haja a necessidade de novas metas para a empresa.

  • OBZ – Orçamento Base Zero

O orçamento de sua empresa precisa ser gerido constantemente. Para facilitar esse processo, utilize o OBZ – Orçamento Base Zero – que consiste em um fluxo fácil de visualizar os gastos da empresa, bem como estabelecer metas de corte e priorizar os custos para o bom funcionamento de seu negócio. Essa prática é ideal para empresas com um ano de estrada, pelo menos. Isso porque, após 12 meses, dá para se ter uma noção exata dos gastos supérfluos e fundamentais da empresa.

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Para empreendedores experientes

Para você já se está no mercado há algum tempo, porém sempre quer estar entre os melhores de seu setor, priorizando a inovação e a credibilidade de sua marca. Pois bem, precisa de mais ferramentas e práticas além daquelas já listadas, principalmente para encontrar as falhas e os gastos desnecessários ao longo do processo. Por isso, elencamos algumas práticas primordiais para a gestão de sua empresa. Veja!

  • 4Ps da Gestão da Inovação

Nada mais é que um planejamento bem eficaz de marketing, que consiste em oferecer uma visão ampla da gestão de micro e pequenas em quatro áreas específicas: propósito, processos, pessoas e políticas. O objetivo é fortalecer a competitividade e as equipes internas e externas da empresa.

  • Análise SWOT

Não tem como sobreviver no mercado sem aplicar essa ferramenta que analisa de forma prática e objetiva os pontos fortes e fracos da empresa, além das oportunidades de melhoria e ameaças do negócio. Essa análise pode ser dividida em quatro fases:

Strengths: identificar os pontos fortes da empresa, desde produtos ou serviços até equipes e procedimentos adotados que mostram um diferencial do negócio.

Weaknesses: perceber os pontos fracos, que podem ser um determinado produto, a falta de treinamento dos colaboradores ou de processos dentro da empresa. Tais pontos precisam ser determinados de acordo com os prejuízos e deficiências visíveis no negócio.

Opportunities: definir como se pode aprimorar sua empresa. Avaliando a concorrência e o mercado, é possível encontrar oportunidades para destacar seu negócio ou atrair possíveis investidores.

Threats: apontar as ameaças, a fim de estar preparado quando elas surgirem. Pode ser uma nova tecnologia ou mudanças de hábitos dos consumidores. Tal etapa é de suma importância para se prevenir em longo prazo.

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  • Poka Yoke

Após a análise SWOT, você percebe que sua empresa possui muitas falhas que precisam ser sanadas rapidamente. É aí que entra essa ferramenta capaz de reduzir os pontos fracos de seu negócio, desde defeitos em produtos até a má administração de sua empresa. Os passos a serem seguido para bons resultados são: constatação, análise, solução, teste, implementação e documentação.

  • 70-20-10

O negócio vai bem, mas a performance precisa ser aprimorada? Então essa ferramenta é a ideal, pois ela prioriza 70% de execução e entrega de atividades rotineiras, 20% de reflexão sobre como fazer melhor e 10% de reflexão sobre como melhorar a eficiência e competitividade da empresa. Mas para a eficácia do 70-20-10 é necessário o envolvimento de todo mundo que compõe a empresa.

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Gerenciador Financeiro e Frente de Caixa, inovação para o varejo!